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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Conto: Menina Bonita do Laço de Fita ( Ana Maria Machado)



Era uma vez uma menina linda, linda.Os olhos pareciam duas azeitonas pretas brilhantes, os cabelos enroladinhos e bem negros.Apele era escura e lustrosa, que nem o pelo da pantera negra na chuva.Ainda por cima, a mãe gostava de fazer trancinhas no cabelo dela e enfeitar com laços de fita coloridas. Ela ficava parecendo uma princesa das terras da áfrica, ou uma fada do Reino do Luar.E, havia um coelho bem branquinho, com olhos vermelhos e focinho nervoso sempre tremelicando. O coelho achava a menina a pessoa mais linda que ele tinha visto na vida.E pensava:- Ah, quando eu casar quero ter uma filha pretinha e linda que nem ela...Por isso, um dia ele foi até a casa da menina e perguntou:- Menina bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão pretinha?A menina não sabia, mas inventou:­- Ah deve ser porque eu caí na tinta preta quando era pequenina...O coelho saiu dali, procurou uma lata de tinta preta e tomou banho nela. Ficou bem negro, todo contente. Mas aí veio uma chuva e lavou todo aquele pretume, ele ficou branco outra vez.Então ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez:- Menina bonita do laço de fita, qual é o seu segredo para ser tão pretinha?A menina não sabia, mas inventou:- Ah, deve ser porque eu tomei muito café quando era pequenina.O coelho saiu dali e tomou tanto café que perdeu o sono e passou a noite toda fazendo xixi. Mas não ficou nada preto.- Menina bonita do laço de fita, qual o teu segredo para ser tão pretinha?A menina não sabia, mas inventou:­- Ah, deve ser porque eu comi muita jabuticaba quando era pequenina.O coelho saiu dali e se empanturrou de jabuticaba até ficar pesadão, sem conseguir sair do lugar. O máximo que conseguiu foi fazer muito cocozinho preto e redondo feito jabuticaba. Mas não ficou nada preto.Então ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez:- Menina bonita do laço de fita, qual é teu segredo pra ser tão pretinha?A menina não sabia e... Já ia inventando outra coisa, uma história de feijoada, quando a mãe dela que era uma mulata linda e risonha, resolveu se meter e disse:- Artes de uma avó preta que ela tinha...Aí o coelho, que era bobinho, mas nem tanto, viu que a mãe da menina devia estar mesmo dizendo a verdade, porque a gente se parece sempre é com os pais, os tios, os avós e até com os parentes tortos.E se ele queria ter uma filha pretinha e linda que nem a menina, tinha era que procurar uma coelha preta para casar.Não precisou procurar muito. Logo encontrou uma coelhinha escura como a noite, que achava aquele coelho branco uma graça.Foram namorando, casando e tiveram uma ninhada de filhotes, que coelho quando desanda a ter filhote não para mais! Tinha coelhos de todas as cores: branco, branco malhado de preto, preto malhado de branco e até uma coelha bem pretinha. Já se sabe, afilhada da tal menina bonita que morava na casa ao lado.E quando a coelhinha saía de laço colorido no pescoço sempre encontrava alguém que perguntava:
- Coelha bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão pretinha?E ela respondia:
- Conselhos da mãe da minha madrinha...


Atividades Dia da Bandeira






Atividade Dia da Bandeira




Sugestão retirada da Revista Guia Prático para Professoras de Educação Infantil, novembro, 2006, ano 4, nº46 

Veja outras sugestões com o tema Dia da Bandeira no link abaixo:

Dia da Bandeira




sugestões de atividades para o "Dia da Bandeira"









segunda-feira, 6 de junho de 2016

EDUCAÇÃO X DEMOCRACIA

Autora: Pedagoga: Claudia de Oliveira Andrade 

Muitas vezes, fico indignada com certas atitudes de alguns políticos que estão no poder nesse país relacionadas com os professores e demais profissionais da educação.
Quando uma determinada classe de trabalhadores se manifestam em busca de seus direitos é porque algo não está bem, ou seja, querem mudança. Costumo chamar de o “grito dos excluídos” Que mudanças são essas que os ditos “excluídos almejam? O poder público só irá ter essas respostas a partir do momento que houver o diálogo. Mas, infelizmente, às vezes quem ocupa o papel de gestor público ainda segue um modelo de administração autoritária do qual é caracterizada por obediência absoluta ou cega à autoridade, desprezando a liberdade individual ou coletiva de expressão, mesmo sabendo que o regime político brasileiro é democrático. Mas, democrático até que ponto? Que democracia é essa que os próprios educadores não podem reivindicar melhoria na educação, melhoria salarial, espaço físico adequado para comportar todos os estudantes em sala de aula, materiais didáticos para trabalhar os conteúdos com os alunos e outros recursos didáticos importantes para uma aprendizagem significativa de seus educandos? Eu penso que está na hora de certos gestores públicos refletirem sobre o seu papel em uma administração pública para que ocorram mudanças significativas nas área educacional. Pois, a figura do gestor público também é peça chave para alcançamos tais melhorias. Devemos pensar enquanto professores/educadores: Que tipo de sociedade queremos para os nossos estudantes? Qual o modelo de educação queremos para as nossas crianças? Também, não podemos esquecer da figura mais importante no processo educacional, o professor. Será que o poder público está dando condições para os nossos professores se capacitarem? Será que o poder público está dando condições salariais dignas para os nossos professores? Será que o poder público está oferecendo materiais didáticos de qualidade para os professores trabalhar os conteúdos com os educandos? Será que nossas escolas tem espaço adequado suficiente para atender a demanda de alunos em sala de aula? Muitas questões precisam ser pensadas e repensadas por esta sociedade e pelos seus gestores públicos.
Dessa forma, existem muitas razões para que a classe do magistério grite por socorro tentando buscar saídas para diversas situações que podem comprometer a aprendizagem significativa de nossos alunos. Portanto, o diálogo é a saída para resolvermos tais conflitos. Um governo não pode administrar um país, um estado ou município por meio de um modelo administrativo centralizado e fechado, ou seja, que não dê ouvidos ao clamor da população.
É de suma importância, que nós, educadores, não desistimos de lutarmos em prol de uma educação de qualidade, que não desistimos de lutar em prol de nossos direitos enquanto profissionais, que possamos nos unir a cada dia nos fortalecendo para que possamos combater esse modelo educacional hierárquico marcado por um discurso político autoritário.
Portanto, sonho com um governo democrático que valorize a educação, que reconheça a importância do professor na formação intelectual de seus educandos para que no futuro possamos ter uma sociedade mais justa e mais democrática.

domingo, 5 de junho de 2016

Resumo da Obra "Pedagogia do Oprimido"

               
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

A obra “Pedagogia do Oprimindo descreve de Paulo Freire aponta para uma educação libertadora, ética e sócio-política bem como para a contribuição da ética cristã no desenvolvimento integral do ser humano, para formação de uma sociedade mais justa e solidária.
Em oposição à educação bancária, o educador-educando se compromete com um conteúdo programático que não caracteriza doação ou imposição, “[...] um conjunto de informes a ser depositado nos educandos -, mas a devolução organizada, sistematizada e acrescentada ao povo daqueles elementos que este lhe entregou de forma desestruturada” (FREIRE, 2004. p. 83-84). Compromete-se com uma programação, com conteúdos, que advêm das colocações do povo, de sua existência, desafiando-o à busca de respostas, tanto em nível de reflexão como de ação. Em outras palavras, uma prática libertadora, requer que o “[...] acercamento às massas populares se faça, não para levar-lhes uma mensagem ‘salvadora’, em forma de conteúdo a ser depositado, mas, para em diálogo com elas, conhecer, não só a objetividade em que estão, mas a consciência que tenham dessa objetividade; [...] de si mesmos e do mundo”. Desse modo, busca-se juntos, educador e povo, mediatizados pela realidade, o conteúdo a ser estudado. É somente através do diálogo cujo “fundamento é o amor” que também é diálogo será possível ensaiar o inédito viável e construir uma pedagogia ética, política e social, baseada na crítica, na conscientização e na liberdade, reagindo contra todo tipo de opressão ainda vigente em nossas sociedade
Acerca do operacionalizar a pedagogia de uma perspectiva do oprimido, é preciso, segundo Paulo Freire, investigar o universo temático do povo. Busca-se, inicialmente, conhecer a área em que se vai trabalhar e se aproximar de seus indivíduos, marcando reunião e presença ativa para coletar dados, de modo a levantar os temas geradores. Estes devem ser organizados em círculos concêntricos, partindo de uma abordagem mais geral até a mais particular. Tal operacionalização demanda, ainda, e isso cabe ao educador dialógico, devolver em forma de problema o universo temático recebido do povo na investigação.
Efetivada essa etapa e com os dados em mãos, realiza-se um estudo interdisciplinar sobre os “achados” nos círculos de cultura, a partir dos quais os envolvidos apreendem o conjunto de contradições que permeiam os temas. Cada envolvido na investigação temática apresenta um projeto de um dado tema, o qual passa por discussão e acolhe sugestões. Os projetos servem, posteriormente, de subsídio à formação dos educadores-educando que trabalharão nos círculos de cultura.
Após elaboração do programa, são confeccionados materiais didáticos em forma de, por exemplo, textos, filmes, fotos, entre outros. São preparadas, também, as codificações de situações existenciais, as quais têm que ser decodificadas pelo educando e promover o surgimento de uma nova percepção da questão tratada, como também o desenvolvimento de um novo conhecimento.

CONCLUSÃO:

Ao concluir o resumo da obra ´Pedagogia do Oprimido, pude compreender que na visão de Paulo Freire, os elementos que constituem uma teoria da ação dialógica seriam a colaboração (ação conjunta onde não há um sujeito, um eu, e um objeto, um isto, mas um eu e um tu); a união (que se opõe à divisão da conquista), a organização e a síntese cultural, que seria uma resposta à invasão cultural. Se por um lado, Freire vê diferenças entre a cultura do povo e a cultura das lideranças (lideranças revolucionárias, por exemplo), o papel da síntese cultural seria o de conseguir a superação dessas diferenças (contradições acidentais, nas palavras do autor), sem o que, essas diferenças de visão e valores poderiam se tornar invasão cultural, comprometendo todo o processo de mudança e produzindo mais opressão, agora sob novas formas.

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