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domingo, 29 de outubro de 2023

A história da África em sala

Duas leis federais determinam o ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena. Veja como trabalhar esses conteúdos em aula
Até bem pouco tempo atrás, o Brasil, conhecido internacionalmente por sua diversidade cultural e pela mistura de raças que formam o seu povo, não tinha as diferentes etnias representadas nos currículos escolares do País. A situação mudou com duas leis, sancionadas nos anos de 2003 e 2008, que tornaram obrigatório no Ensino Fundamental e Médio o estudo da História e Cultura afro-brasileira e indígena.
O que dizem as leis

A lei mais antiga 10.639/2003 não previa o ensino da cultura Indígena nas escolas brasileiras. O texto estabelece que o conteúdo programático inclua diversos aspectos da história e da cultura dos povos que formaram a população brasileira. "As políticas e programas que começaram a ser praticados desde então são fundamentais para valorizar a diversidade dentro das escolas e para incentivar mudanças nas práticas pedagógicas", afirma Viviane Fernandes Faria, Diretora de Políticas para Educação do Campo e Diversidade do Ministério da Educação (MEC).

Aspectos como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional foram incorporados aos currículos depois da aprovação da Lei 11.645. "Por meio do resgate da contribuição de negros e índios nas áreas social, econômica e política da história do Brasil, os professores podem desenvolver ações voltadas para a construção de uma escola multirracial", diz Sobrinho.
A proposta do MEC é incluir no currículo temáticas que façam os alunos refletir sobre a democracia racial e a formação cultural brasileira. "Só assim será possível romper com teorias racistas e diminuir o preconceito", afirma Juliano Custódio Sobrinho, professor de História da Universidade Nove de Julho, em São Paulo. "Os educadores têm um papel fundamental nesse processo, o de mostrar aos alunos que todas as raças presentes no Brasil têm e tiveram importâncias iguais na formação da cultura brasileira", diz.

Educação Infantil
O essencial: Apresentar a diversidade
Durante o período em que frequentam a creche ou a pré-escola, as crianças estão construindo suas identidades. Por isso, desde os primeiros anos de escolaridade, os alunos já precisam entender que são diferentes uns dos outros e que essa diversidade decorre de uma ideia de complementaridade. "É função do educador ajudar as crianças a lidar com elas mesmas e fortalecer a formação de suas próprias identidades", explica Clélia Cortez, Coordenadora do Programa Formar em Rede do Instituto Avisa Lá e selecionadora do Prêmio Victor Civita. "Ele deve atuar como um verdadeiro agente de promoção da diversidade", diz.

Para que isso aconteça, a creche precisa ser transformada em um ambiente de aprendizagem da diversidade étnico-racial, que estimule os pequenos a buscar suas próprias histórias e a conhecer as origens dos colegas. "Estimular a participação das crianças em atividades que envolvam brincadeiras, jogos e canções que remetam às tradições culturais de suas comunidades e de outros grupos são boas estratégias", diz Clélia. Segundo a educadora, a organização os espaços também deve valorizar a diversidade. Ações simples como pendurar imagens de personagens negros nas paredes, adquirir alguns livros com personagens de origens africanas, ter bonecos negros na brinquedoteca e passar filmes infantis com personagens negros para as crianças podem ajudar na formação de cidadãos mais conscientes e agentes no combate ao preconceito.
Do 1º ao 5º ano
O essencial: valorizar as culturas indígena e africana
No Ensino Fundamental 1, os professores já podem levar para a sala de aula algumas noções do que vem a ser a cultura afro-brasileira, com base na realidade dos alunos. É o momento de falar sobre a colonização portuguesa no país e traçar um paralelo com a realidade social dos negros hoje. "Se o aluno entender o processo histórico que desencadeou a desigualdade entre negros e brancos, ele não vai reforçar preconceitos", diz Sobrinho.

Propor projetos e atividades permanentes que valorizem as culturas indígena e africana - como apresentações teatrais de histórias da literatura africana ou lendas indígenas -; trabalhar os elementos de ritmos como o samba e o maracatu nas aulas de Música; ou explorar alguns elementos da capoeira nas aulas de Educação Física são boas formas de abordar os conteúdos no decorrer do ano. "Apesar da inclusão do ensino da cultura afro-brasileira e indígena ter sido imposta por uma legislação, não é preciso forçar a barra para incluí-los nas aulas", explica Sobrinho. "Esses elementos sempre fizeram parte da cultura brasileira e não podem ser ensinados como se fossem conteúdos à parte, descontextualizado da realidade do nosso país", afirma ele.

Do 6º ao 9º ano
O essencial: discutir o preconceito
O Ensino Fundamental 2 é o período ideal para o professor explicar aos alunos que o Brasil foi um país escravocrata e que a abolição da escravidão não veio acompanhada de um processo de inclusão dos negros na sociedade brasileira. "No Brasil, a escravidão foi abolida em 1888, porém, mantivemos o estigma da cor", afirma Sobrinho. Por isso, promover debates sobre as causas do preconceito contra os negros é fundamental, bem como ensinar os alunos a buscar respostas no processo histórico brasileiro. "Os estudantes precisam conhecer os motivos pelos quais os negros ainda lutam pela igualdade de direitos e oportunidades", diz Sobrinho.

Nas aulas de Ciências, os professores podem trabalhar as teorias raciais do século 19, que queriam acabar com a miscigenação e pregavam a necessidade do branqueamento da população. "A ideia errônea da existência de uma ‘raça pura’ permitiu a legitimação do preconceito com relação à diversidade de raças e a crença em uma suposta superioridade da raça branca", diz Sobrinho.

Ensino Médio
O essencial: debater o preconceito de raça
Nesta etapa os professores de Sociologia podem trabalhar o próprio conceito de "raça", sempre com o objetivo de discutir a valorização das diferentes manifestações culturais com base nas representações do outro. A existência de cotas raciais nas universidades públicas e os motivos pelos quais elas se fazem necessárias no Brasil também podem gerar debates interessantes com a turma. É uma boa oportunidade para esclarecer aos estudantes que as cotas, por exemplo, fazem parte de um longo plano de ações que visa incluir os negros dignamente na sociedade.
Muito mais do que leis que incentivem o combate ao preconceito racial, é fundamental que as mudanças da forma de ensinar a História e a Cultura afro-brasileira e indígena partam do engajamento, do aprendizado e do comprometimento pessoal dos educadores, professores e gestores escolares, que devem estar preocupados em construir uma política educacional igualitária, que prepare crianças e jovens para valorizar a diversidade e construir uma sociedade em que a democracia racial, de fato, se torne uma realidade.

Atividades de Leitura e interpretação textual






























































Amarelinha do Alfabeto


 Atividade realizada com a minha turminha de Pré-Escolar II com o tema letramento (2023)

Atividade lúdica alfabetização


Atividade lúdica:  Pescaria do Alfabeto. Ver no link: https://lnk.bio/aprendendoparaensinar 

Planejamento de Ensino Pré-Escolar II, 4º bimestre/2023

 

 

INSTITUIÇÃO:

TURMA: PRÉ-ESCOLAR II B    TURNO: MATUTINO/VESPERTINO

PROFª REGENTE: CLÁUDIA DE O. ANDRADE

COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA

DIREÇÃO:  

PLANEJAMENTO DE ENSINO BIMESTRAL

02/10 À 15/12/2023



CAMPOS DE EXPERIÊNCIAS:

( X ) O eu, o outro e o nós

( X ) Corpo, gestos e movimentos

( X ) Traços, sons, cores e formas

( X) Escuta, fala, pensamento e imaginação

( X ) Espaço, tempo, quantidades, relações e transformações

 

HABILIDADES:

·         SD. EI03EO01.s.01.s.01- Desenvolver atitudes éticas, de solidariedade, cooperação, generosidade, tolerância e respeito ao outro;

·         SD. EI03EO01.s.01.s.01-Ampliar o conhecimento e interação com outras pessoas, respeitando as diferenças;

·         Sd.EIO3EO02.s.02.s.02-Agir de maneira independente, com confiança em suas capacidades, reconhecendo suas conquistas e limitações; 

·         SD EIO3EO06.s.06.s.06     Apropriar e construir respeito pela diversidade cultural (...) afrodescendentes;

·         SD.EIO3CG03.s.03.s.03- Criar movimentos, gestos, olhares e mímicas em brincadeiras, jogos e atividades artísticas, como dança, teatro e música;

·         SD.EI03TS02.s.02.s.02- Expressar-se livremente por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura e escultura, criando produções bidimensionais e tridimensionais;

·          SD.EI03TS00.n.08.s.08- Vivenciar recitais de poesias, saraus, teatro, brincadeiras de improvisação musical e dança, em diferentes contextos e situações;

·         SD.EI03EF01.s.01.dll.02- Transmitir por comunicação oral ou de sinais , aprendizagens, sentimentos, vontades, necessidades, ponto de vista, ideias, conquistas, dúvidas e hipóteses, ampliando sua capacidade de comunicação;

·         SD.EI030OO.n.08.s.08 Respeitar e utilizar os combinados e regras de convívio social elaborados pelo grupo;

·         SD.EI03CG00.06.S.06 Explorar o espaço, orientando-se corporalmente: frente, atrás, em cima, embaixo, dentro, fora, perto, longe, esquerda e direita.

·         SD. EI03EF01. s.01.01 Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências por meio da linguagem oral e escrita (escrita espontânea), desenhos e outras formas de expressão.

·         SD.EI03EF02.s.02.dll.06- Experienciar brincadeiras de “Jogo simbólico” e “Faz de conta” como fundamento de estímulo à imaginação, à socialização, representação dos diferentes papéis sociais e contextos sociais.

·         SD.EI03EF03.s.03.dll.10 Experienciar momentos de leitura e escrita coletiva de diferentes textos: contos, recados, poemas, cantigas, bilhetes etc.

·         SD.EIO3EFO3. s.o3.dII.11- Expor suas predileções literárias para momentos de leitura individual.

·         SD.EI03EFO7.s.07.s18- Levantar hipóteses sobre gêneros textuais veiculados em portadores conhecidos, recorrendo a estratégias de observação gráfica e/ou de leitura;

·         SD.EI03EF00.n.11.s.31- Elaborar perguntas e respostas de acordo com os diversos contextos de que participam;

·         SD.EI03EF06. s.06.s.15 Produzir suas próprias histórias orais e escritas (escrita espontânea), em situações  com função social significativa;

·         SD.EI03EF07.s.07.dll.19- Experienciar situações que possibilitem a tentativa de escrita do nome próprio.

·         SD.EI03EF07.s.07.dll.20- Experienciar situações que possibilitem conhecer, identificar e reconhecer as letras do alfabeto em momentos diversificados na rotina;

·         SD.EI03ET01.s.01.dll.02- Explorar diferentes estratégias para as situações de contagem, conhecendo os números relacionando-os a quantidades.

·         SD.EI03ET04.s.04.dll.07- Brincar realizando ações que explorem contagens, agrupamentos e comparações, por meio de representação não convencional. Convencional e transformação (juntar, separar e repartir);

·         SD.EI03ET07.s07.s.10- relacionar números às suas respectivas quantidades e identificar o antes, o depois e o entre em uma sequência.

·         SD.EI03ET07.s.07.dll.11- Brincar de faz de conta e construir jogos que envolvam número, quantidade, medidas e formas.

·         SD.EI03ETOO.s.00.n.18- Expressar a passagem de tempo e sequência de acontecimentos, utilizando-se de unidades de medidas e noções de tempo;

CONCEITOS:

- Valores humanos ( respeito, solidariedade, empatia etc.);

- Alfabeto(letra/som);

- Numerais/quantidade de zero à dez;

-Cores;

Conceitos: em cima/embaixo; cheio/vazio; ontem/hoje; pesado/leve; fino/grosso; primeiro/último, Natal.

TEMAS:

- Alfabeto (letras/som);

- Escrita espontânea do alfabeto;

- Numerais e quantidade de zero a dez;

- Escrita espontânea dos numerais de zero à dez;

- Cores;

- Contos infantis;

- Cantigas infantis;

-Conceitos: em cima/embaixo; cheio/vazio; ontem/hoje; pesado/leve; fino/grosso; primeiro/último;

- Dia da Criança;

- Dia Nacional da Poesia (31 de outubro)

- Alimentação saudável.

- Dia da Bandeira;

- Dia Nacional da Consciência Negra.

-Natal (conceito e valores humanos), respeitando a diversidade religiosa familiar.

ATIVIDADES:

- Alfabeto (letras/som);

- Numerais e quantidade de zero a dez;

- Brincadeiras de rodas;

- Contos infantis;

- Brincadeiras dirigidas e cooperativas em sala e extraclasse;

- Brincadeiras no Parque infantil da instituição de ensino;

- Brincadeira com legos e outros objetos;

- Atividade com massinha de modelar;

-Atividades lúdicas com jogos pedagógicos;

- Continuação de atividades no livro didático “Coleção Adoletá II;

- Atividades de pintura/colagem/recortes/cartazes com temas: Alfabeto, numerais, 

Dia Nacional da Poesia, Dia da Criança, Bandeira do Brasil, 

Dia Nacional da Consciência Negra, 

Alimentação saudável e Natal.

- Atividades através de vídeos infantis (alfabeto, numerais/quantidade e contos infantis)

- Apresentação artística  “formatura do Pré-Escolar II”.

- Entrega de lembrancinhas em homenagem ao Dia das Crianças e Natal.

METODOLOGIA:

As atividades serão desenvolvidas de forma coletiva e individual com a interação professor/criança/criança.

Serão formadas as rodinhas da conversa, cantigas e contos infantis.

Serão entregues uma lembrancinha para cada criança, com os temas: Dia das Crianças e Natal respeitando a diversidade religiosa familiar.

Neste bimestre letivo serão realizadas diversas atividades de pinturas/colagens/recortes/ vídeos/contos infantis referentes aos conteúdos acima descritos. As referidas atividades serão de forma individual e coletiva com a interação criança/criança/professor.

   Serão formadas rodas das conversas com às crianças com o intuito de dialogar e contar diversas historinhas infantis referentes aos temas: Dia Nacional da Consciência Negra, Natal, e outros temáticas relacionadas aos objetivos da aprendizagem.

Serão realizadas atividades referentes ao alfabeto(letras/som/escrita) no livro didático, respeitando o ritmo de desenvolvimento da escrita de cada criança, promovendo situações didáticas para as mesmas ampliem as suas capacidades de leitura e escrita de forma dinâmica.

As atividades referentes aos temas deste bimestre, serão realizadas através de brincadeiras (dirigidas/cooperativas), sulfites, livros didáticos e jogos didáticos.

Serão realizadas diversas brincadeiras dirigidas e cooperativas no gramado como também no parque (parque: conforme cronograma da instituição de ensino).

Algumas atividades serão desenvolvidas em sala e outras extraclasse, conforme este planejamento de ensino/aula. 

Recursos didáticos: Livros contos infantis, lápis de cor, giz de cêra, aparelho de televisão, bolas, brinquedos, jogos didáticos, livro didático (Coleção Adoletá), papel pardo, cartolina, tinta guache, cola, fita adesiva, brinquedos, boliche, bola, massinha de modelar, papel manilha, TNT, bastão cola quente, papel crepom, sulfite, tesoura, sucatas, máquina fotográfica digital; computador, impressora, caixinha de som etc.  

AVALIAÇÃO:

Avaliação será contínua, através da observação diária e registros descritivos e através de imagens do desenvolvimento da aprendizagem das crianças frente às atividades propostas em sala e extraclasse.

REFERÊNCIA:

Referencial Curricular para a Educação Infantil, Município de Sidrolândia-MS 

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