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sexta-feira, 24 de julho de 2009

Teoria Piaget

INTRODUÇÃO

Este trabalho tem por objetivo destacar de forma fundamentada e resumida sobre a teoria de Jean Piaget.
A preocupação central de Jean Piaget foi responder à questão de como se constrói o conhecimento. Voltou-se ao estudo da gênese do conhecimento, com o intuito de compreender como um conhecimento mais elementar progride até o pensamento mais abstrato e elaborado. A epistemologia genética procura mostrar, com o apoio da experimentação, os processos fundamentais da formação do conhecimento na criança. Piaget considera que não é possível compreender a conduta do adulto sem a perspectiva evolutiva. Sob essa perspectiva, apresenta comparações detalhadas entre os estados de desenvolvimento sucessivos.

DESENVOLVIMENTO

Jean Piaget nasceu em Neuchâtel, Suiça no dia 9 de agosto de 1896 e faleceu em Genebra em 17 de setembro de 1980. Estudou a evolução do pensamento até a adolescência, procurando entender os mecanismos mentais que o indivíduo utiliza para captar o mundo. Como epistemólogo, investigou o processo de construção do conhecimento, sendo que nos últimos anos de sua vida centrou seus estudos no pensamento lógico-matemático.
Piaget foi um menino prodígio. Interessou-se por história natural ainda em sua infância. Aos 11 anos de idade, publicou seu primeiro trabalho sobre a observação de um pardal albino. Esse breve estudo é considerado o inicio de sua brilhante carreira cientifica. Aos sábados, Piaget trabalhava gratuitamente no Museu de História Natural. Piaget freqüentou a Universidade de Neuchâtel, onde estudou biologia e filosofia. E recebeu seu doutorado em biologia em 1918, aos 22 anos de idade. Após formar-se, Piaget foi para Zurich, onde trabalhou como psicólogo experimental. Lá ele freqüentou aulas lecionadas por Jung e trabalhou como psiquiatra em uma clinica. Essas experiências influenciaram-no em seu trabalho. Ele passou a combinar a psicologia experimental – que é um estudo formal e sistemático – com métodos informais de psicologia: entrevistas, conversas e análises de pacientes.
Em 1919, Piaget mudou-se para a França onde foi convidado a trabalhar no laboratório de Alfred Binet, um famoso psicólogo infantil que desenvolveu testes de inteligência padronizados para crianças. Piaget notou que criançasfrancesas da mesma faixa etária cometiam erros semelhantes nesses testes e concluiu que o pensamento se desenvolve gradualmente. O ano de 1919 foi o marco em sua vida. Piaget iniciou seus estudos experimentais sobre a mente humana e começou a pesquisar também sobre o desenvolvimento das habilidades cognitivas. Seu conhecimento de biologia levou-o a enxergar odesenvolvimento cognitivo de uma criança como sendo uma evolução gradativa. Em 1921, Piaget voltou a Suíça e tornou-se diretor de estudos do Instituto J. J. Rousseau da Universidade de Genebra.
Lá ele iniciou o maior trabalho de sua vida, ao observar crianças brincando e registrar meticulosamente as palavras, ações e processos de raciocínio delas. Em 1923, Piaget casou-se com Valentine Châtenay com quem teve 3 filhos: Jacqueline(1925), Lucienne(1927) e Laurent (1931). As teorias de Piaget foram, em grande parte, baseadas em estudos e observações de seus filhos que ele realizou ao lado de sua esposa. Enquanto prosseguia com suas pesquisas e publicações de trabalhos, Piaget lecionou em diversas universidades européias. Registros revelam que ele foi o único suíço a ser convidado a lecionar na Universidade de Sorbonne (Paris, França), onde permaneceu de 1952 a 1963. Até a data de seu falecimento, Piaget fundou e dirigiu o Centro Internacional para Epistemologia Genética. Ao longo de sua brilhante carreira, Piaget escreveu mais de 75 livros e centenas de trabalhos científicos.
Pensamento predominante à época. Até o início do século XX assumia-se que as crianças pensavam e raciocinavam da mesma maneira que os adultos. A crença da maior parte das sociedades era a de que qualquer diferença entre os processos cognitivos entre crianças e adultos era sobretudo de grau: os adultos eram superiores mentalmente, do mesmo modo que eram fisicamente maiores, mas os processos cognitivos básicos eram os mesmos ao longo da vida.
Piaget, a partir da observação cuidadosa de seus próprios filhos e de muitas outras crianças, concluiu que em muitas questões cruciais as crianças não pensam como os adultos. Por ainda lhes faltarem certas habilidades, a maneira de pensar é diferente, não somente em grau, como em classe.
A teoria de Piaget do desenvolvimento cognitivo é uma teoria de etapas, uma teoria que pressupõe que os seres humanos passam por uma série de mudanças ordenadas e previsíveis.

DESENVOLVIMENTO COGNITIVO NA PRIMEIRA INFÂNCIA

Piaget, aborda em sua teoria que através do desenvolvimento dos órgãos sensoriais o indivíduo começa a perceber e a sentir o mundo que o cerca, começa a conhecer as coisas e a si mesmo.
Segundo Piaget menciona quatro fases principais do desenvolvimento cognitivo. Cada uma dessas fase comporta subdivisões e tem características específicas.
O primeiro estágio do desenvolvimento cognitivo é o chamado período sensório-motor compreende seis subfases, a saber: 1- uso dos reflexos, 2. reações circulares, primárias, 3. reações circulares secundárias, 4. coordenação de reações circulares secundárias, 5. reações circulares terciária e 6. invenção de novos significados por meio de combinações mentais.
De acordo com a idéia do autor analise que a primeira fase do desenvolvimento cognitivo, caracterizada pelo uso dos reflexos, vai do nascimento até ao fim do primeiro mês de idade. Nesta fase da vida a criança usa constantemente seus reflexos relacionados com o ouvido e a fonação. Os reflexos mais usados logo depois do nascimento são a sucção, movimentos da língua, deglutição, choro e movimentos corporais de massa. Nesta fase da vida criança não percebe suas ações porque ela existe num estado a que Piaget chama de completo egocentrismo corporal, que não é influenciado por seu contato com a realidade externa, visto que para a criança nessa idade a realidade externa é apenas uma espécie de sombra que ela percebe muito imperfeitamente.
Portanto, podemos dizer que nessa fase da vida humana não há propriamente nenhum conhecimento genuinamente inteligente do mundo, no sentido comum do termo. Se utilizarmos o termo inteligência em um contexto mais biológico, assim, podemos verificar que essa fase do desenvolvimento cognitivo do indivíduo revela grande capacidade de adaptação, portanto, apesar de um caráter dessa natureza, percebe-se que essa fase do desenvolvimento cognitivo é muito importante porque nesse âmbito se encontram o alicerces de desenvolvimento posteriores. Os reflexos que caracterizam essa fase inicial do estágio sensório-motor do desenvolvimento cognitivo constituem os elementos básicos dos padrões motores e perceptivos, tanto do ponto de vista da percepção propriamente dita, como do ponto de vista do comportamento expressivo.
O autor aborda, então, que a segunda fase desse estágio evolutivo é chamado de fase das reações circulares primárias e começa do fim do primeiro mês de vida e vai até ao quarto mês. Reação circular, na linguagem de Piaget, refere-se a um tipo de comportamento que providencia o estímulo ou para a sua própria repetição ou para continuação do comportamento iniciado. Durante esta fase do desenvolvimento, os reflexos dos recém-nascidos passa por uma série de mudanças produzidas pela interação do organismo com o meio.
Para o autor, alguns dos esquemas inatos começam a ser substituídos por movimento voluntário. Porém, a sucção é um esquema inato, mas chupar o dedo só é possível quando a criança desenvolve a coordenação entre a mão e a boca. Nessa fase também a criança começa a “olhar” para as coisas ao seu redor. Inicialmente, ela começa a olhar para objetos fixos e logo depois começa a seguir objetos em movimento. O choro da criança nessa fase assume diferentes formas, de acordo com diferentes tipos de situações.
Como podemos perceber, a mãe é capaz de distinguir entre o choro causado pela fome e por outro tipo de desconforto. A criança começa nesse meio a distinguir vocalizações e a repetir sons apenas por repeti-los.
Segundo Piaget, ao fim dessa fase a criança perde algo do seu egocentrismo e começa a tomar conhecimento do mundo ao seu redor.
A terceira fase do período sensório-motor, de acordo, com a abordagem do autor, é a que vai do quarto ao oitavo mês de vida, é denominada de fase das reações circulares secundárias. Estas reações circulares se relacionam mais com o meio externo do que com o corpo da criança, como no caso das reações circulares primárias, isto é, os movimentos que revelam certa intenção, desejo ou propósito. Por exemplo, a criança pode bater no berço com as pernas para fazer um brinquedo se mover, ou balançar objetos que esteja ao seu alcance, para produzir um som que lhe parece agradável.
Na terceira fase da vida, diz Piaget a criança começa a tomar consciência do mundo ao seu redor e, mesmo que ainda não seja capaz de interessar-se por certos objetos que se encontram no seu meio físico. A essa altura do desenvolvimento da criança, ela começa a reconhecer objetos e pessoas que são familiares. A criança começa a adquirir a idéia de um mundo externo estável, se bem que ainda não tenha a noção de permanência dos objetos. Uma evidência de sua percepção dos objetos a seu redor é que, quando o objeto desaparece, ela a procura, como demonstrar Piaget em várias ocasiões.
Neste contexto, na quarta fase do desenvolvimento sensório-motor, denominada de fase das reações circulares coordenadas, que vai do oitavo ao décimo-segundo mês de vida, há dois importantes aspectos do processo do desenvolvimento cognitivo do ser humano.
Em primeiro lugar, as reações circulares secundárias da fase anterior se tornam mais coordenadas e forma novas modalidades comportamentais claramente intencionais.
Em segundo lugar, a criança começa a exibir comportamento antecipatório, usando sinais para prever ou antecipar futuros eventos. Por exemplo, ela é capaz de tirar a tampa de uma lata para procurar uma bola que ali se encontra. A criança nessa fase pode também mudar a posição de sua mamadeira que se encontra em direção contrária.
Na linguagem de Piaget, a criança consegue usar novos esquemas em diferentes situações para resolver determinados problemas. Para o autor, aqui, portanto, já é razoável falar da existência de um ato de inteligência. Nessa fase, normalmente, a criança adquire a noção elementar de permanência dos objetos e a noção de espaço.
Dos doze aos dezoito meses de vida, temos a chamada fase das reações circulares terciárias e a descoberta de novas significações para as coisas. Essa fase se caracteriza-la sobretudo pelo comportamento repetitivo da criança. Ela gosta de repetir o que faz. Existe uma tentativa da criança no sentido de variar sua ação sobre os objetos a fim de conseguir diferentes resultados.
Segundo Piaget, temos aqui o início da experimentação por ensaio e erro como método de solucionar problemas ou de aprender algo novo. Para a criança nessa fase evolutiva, cada situação oferece várias possibilidades em termo de explicação e exploração. A rigor, encontramos aqui as características fundamentais do comportamento inteligente.
A sexta fase do desenvolvimento sensório-motor começa aos dezoito meses de vida e vai até aos dois anos de vida. A habilidade sensório-motora mais importante que deve ser adquirida nessa fase é a capacidade de resolver problemas sem a necessidade de explorar fisicamente suas possibilidades, como acontece em fases anteriores do processo evolutivo.
A essa habilidade Piaget chama de invenção de novos meios através da dedução ou de combinações mentais. A criança nessa idade é capaz de inventar soluções internas por meio da imaginação visual ou simbólica. Ela consegue resolver problemas simples, lembrar-se das coisas, planejar e pensar sobre as coisas, se bem que seu pensamento ainda seja de forma bastante elementar.
Nesse contexto aborda uma integração sobre o desenvolvimento psicossocial na primeira infância que para o autor, o desenvolvimento do indivíduo quer do ponto de vista físico, quer do ponto de vista cognitivo e emocional, ocorre dentro de um contexto psicossocial que lhe da significação. Ao chegar a esse mundo da criança, encontra uma realidade social a qual deve ajustar-se para poder viver e se tornar um elemento criativo na sociedade. O processo de socialização do indivíduo, portanto, começa muito cedo na vida e é através desse processo que ele adquire as características que distinguem o ser humano de outros animais.
Esse processo é extremamente complexo e é através dele que se desenvolvem os padrões típicos do comportamento do indivíduo que constituem aquilo a que se chama sua personalidade.
De acordo com a idéia do autor, podemos dizer que a criança é um indivíduo dinâmico, curioso, criativo e ativo em seu meio, a menos que sofra de algum tipo de patologia. Além, disso ela é um ser puramente lúdico, incapaz de manter sua concentração por mais de 20 minutos numa atividade que requer atenção quanto à exposição verbal realizada por um adulto. A criança, portanto, tem de explorar o mundo que a cerca e tirar dele as informações que lhe são necessárias.
Para entendermos melhor a importância do lúdico e dos materiais concretos no processo de aprendizagem da criança pré-escolar é necessário que saibamos um pouco sobre seu nível de desenvolvimento cognitivo. O pensador aborda, então que, o período pré-operacional compreende a faixa etária de dois a sete anos aproximadamente.
Piaget afirma, “que as ações levam ao desenvolvimento das operações, e as operações, por sua vez levam ao desenvolvimento das estruturas”. Considerando o contexto entre vários aspectos do cognitivismo enfatiza que a inteligência sensório-motora atravessa um período de internalização que culminará no desenvolvimento pré-operacional ( entre dois e quatro anos). Durante esse período, a criança representa internamente os objetos, os acontecimentos e “pensa”. No entanto, seu pensamento é pré-lógico, ou seja, é dominado pela percepção.

O CONHECIMENTO NA ABORDAGEM PIAGETIANA RELACIONANDO, CONHECIMENTO LÓGICO-MATEMÁTICO E CONHECIMENTO FÍSICO

Como vimos até gora, nas abordagens sobre o desenvolvimento cognitivo, entendemos que a interação do indivíduo se dá com algo concreto, ou seja, o conhecimento é construído à medida que se relaciona e interage com materiais concretos e com pessoas. Nessa interação, não só o indivíduo age sobre o meio mas este também intervém em seu modo de agir.
O conhecimento físico diz respeito às propriedades físicas dos objetos. É por meio das ações exercidas sobre eles que a criança vai descobrindo e construindo noções de tamanho, altura, espessura, densidade, textura, além de descobrir sua cor, os sons que eles produzem, o tipo de material de que são feitos, sua flexibilidade, temperatura etc.
Neste contexto, enfatiza o conhecimento lógico-matemático, que está interligado a anterior, é elaborado com base nas ações da criança sobre os objetos assimilando, portanto, noções de números, massa, volume, área, comprimento, classe, ordem, tempo, velocidade e peso.
Para o autor, porém, nenhum desses conhecimentos seria possível de se construir se não fosse por intermédio da linguagem. A linguagem, portanto, é tida como um elemento relacionado ao conhecimento social arbitrário que é obtido por meio das ações do indivíduo e de suas interações com as pessoas. As áreas de conhecimento referem-se a regras morais, valores, cultura, história, sistemas de símbolos e à própria linguagem.

O PENSAMENTO LÓGICO-MATEMÁTICO NA FASE PRÉ-OPERACIONAL DA CRIANÇA NA ABORDAGEM PIAGETINA

Como base na informação das abordagens Piagetiana, todo ser humano começa seu processo de aprendizagem muito cedo, ou seja, esse processo é construído desde o nascimento e vai progressivamente se desenvolvendo na relação estabelecida com o meio.
Especificamente, de um modo simplificado, conforme nos coloca Piaget ( 1984), o processo de aprendizagem ocorre da seguinte maneira:
· Em face de um problema, ficamos em desequilíbrio por nos encontrarmos diante de uma situação de uma situação que deve ser solucionada da melhor maneira possível;
· Buscamos o equilíbrio ( assimilado/acomodação) por meio de nosso conhecimento anterior sobre o problema;
· Com o conhecimento acomodado, partimos para a adaptação;
· Organizada a adaptação, provocaremos mudanças em nossas estruturas mentais;
· Havendo mudanças estruturais, consequentemente haverá ocorrido aprendizagem;
Para Piaget ( 1984), os organismos funcionam dentro de estruturas ( caracteres de totalidade, de transformações e de auto-regulações). Tais estruturas orgânicas abrem possibilidades adaptativas com o meio.
Na construção das estruturas da inteligência, o meio desempenha um papel fundamental pelas condições que oferece. Elas fornecem os fundamentos da lógica e da matemática.
As estruturas, sendo construídas, compreendem um processo gradual de estágios sucessivos já vistos anteriormente. Portanto, a pré-escola assume papel importante na formação do raciocínio das crianças que a freqüentam, cabendo a ela promover este desenvolvimento.
De acordo com Piaget ( 1984), a noção de número envolve três conceitos básicos:
O de conservação: invariança do número;
O de seriação: relação de ordem entre os elementos;
O de classificação: inclusão de um elemento num outro mais amplo que o contenha.

Como afirma Kamii, seguidora de Piaget, "A essência da autonomia é que as crianças se tornam capazes de tomar decisões por elas mesmas. Autonomia não é a mesma coisa que liberdade completa. Autonomia significa ser capaz de considerar os fatores relevantes para decidir qual deve ser o melhor caminho da ação. Não pode haver moralidade quando alguém considera somente o seu ponto de vista. Se também consideramos o ponto de vista das outras pessoas, veremos que não somos livres para mentir, quebrar promessas ou agir irrefletidamente"(Kamii C. A criança e o número. Campinas: Papirus).

Esses três conceitos constituem as estruturas cognitivas básicas necessárias a construção da noção de números pela criança. Sendo essas estruturas bem trabalhadas n pré-escola, a criança disporá de instrumentos intelectuais para compreender o conceito de número e as operações como adição, subtração, divisão e multiplicação ao ingressar no ensino de 1º grau.
Na pré-ecola, a matemática não deve ser vista como disciplina ou matéria escolar, mas como atividade de pensamento que está em permanente relação com suas atividades diárias na escola, em casa ou em qualquer outro lugar.
Um dos objetivos do “ensino” da matemática, nessa fase, deve ser o de desenvolver a capacidade de dedução ( raciocínio lógico) e não a habilidade para calcular mecanicamente. ( Piaget, 1984)

EQUILÍBRIO DAS ESTRUTURAS COGNITIVAS

Baseado nas informações anteriormente já vimos que Piaget traça um paralelismo entre o desenvolvimento mental.
Sabemos que o organismo funciona de modo a atingir e a procurar a manter um estado de equilíbrio interno que permita a sobrevivência num determinado meio ambiente. Para isso, os vários elementos orgânicos se organizam em sistemas maiores ou menores, mais simples ou mais complexos, de forma a obter tanto um desenvolvimento como um funcionamento harmônico de todas partes. Se um dos elementos de um sistema entra em desacordo com os demais, ocorre um processo qualquer no organismo, com vistas a retornar ao estado anterior de equilíbrio. Por exemplo a criança ao sentir fome, busca forma de obtenção e ingestão de alimentos, quando realiza o desejo, retornará a um estado de equilíbrio.
Podemos dizer que um processo semelhante está presente na organização mental do indivíduo, este processo é denominado equilibração das estruturas cognitivas. Em linguagem simples das estruturas cognitivas num sistema coerente, interdependente , que possibilita ao indivíduo um tipo ou dizer que o adulto atinge uma forma de equilíbrio com o ambiente, consegue desenvolver estruturas e modos de funcionamento das estruturas que lhe permitem viver num estado de equilíbrio satisfatório com o ambiente.
De acordo com o processo de equilíbrio, percebe-se que no caso do adulto para se equilibrar, ele utilizará sempre o mesmo tipo de funcionamento dessas estruturas.
No caso da criança, ela poderá não apenas se utilizar de recursos já existentes, mas desenvolver novos processos de funcionamento mental. É neste sentido que segundo autor, podemos dizer que o desenvolvimento consiste numa passagem constante de um estado de equilíbrio para um estado de desequilíbrio para um equilíbrio superior no sentido de que a criança terá desenvolvido uma maneira mais eficiente ( podemos dizer, mais inteligente de lidar com o ambiente).


ALGUMAS CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS PRINCIPAIS PERÍODOS DE DESENVOLVIMENTO

Conforme Piaget enfatiza, conceitua-se um processo de equilibração progressiva que tende para uma forma final qual seja a conquista das operações formais.
Ao longo da vida Piaget observou que existem formas diferentes de interagir com o ambiente nas diversas faixa-etárias. A estas maneiras de agir que Piaget denominou estágio ou período, neste contexto a criança irá, pois, a medida que amadurece física e psicologicamente, que é estimulada pelo ambiente físico e social, construindo sua inteligência . Para Piaget a criança constrói seu crescimento mental é vista como agente de seu próprio desenvolvimento. Ela irá construí-lo a partir de quatro determinantes como (maturação, estimulação do ambiente físico, aprendizagem social e tendência ao equilíbrio).
Assim, o desenvolvimento para Piaget, irá seguir determinadas etapas (fases, períodos ou estágios. No caso de adultos permanece elementos adquiridos na fases anteriores, isto justifica riqueza de comportamento observado nas várias situações.

AS PROPOSTAS DE PIAGET PARA O DESENVOLVIMENTO

Cória-Sabini in: ( Piaget) ressalta que Piaget conduziu uma série de investigações sobre o desenvolvimento do pensamento, abrangendo o período compreendido desde o nascimento até a adolescência. Com base na investigações, elaborou uma teoria do desenvolvimento cognitivo ou intelectual.
Para Piaget, a inteligência é uma estrutura biológica e, como as demais, tem a função de adaptar o organismo as exigências do meio. Essa adaptação se faz por meio de dois processos complementares: Assimilação e Acomodação.
Assimilação é o processo de incorporação dos desafios e informações do meio aos esquemas mentais.
Acomodação é o processo de criação ou mudança de esquemas mentais em conseqüência da necessidade de assimilar os desafios ou informações do meio.
Segundo esse contexto exemplifica dois processos de preensão sendo-os inatos e entra em funcionamento após o nascimento. Porém, os dedos dos recém-nascido se fecham quando qualquer objeto toca a palma da sua mão, a tal ponto que é possível levanta-lo agarrado aos dedos de um adulto. Este é um exemplo dos mecanismos biológicos a disposição do recém-nascido para sua adaptação ao mundo.

IMPLICAÇÕES DO PENSAMENTO PIAGETIANO PARA A APRENDIZAGEM

Os objetivos pedagógicos necessitam estar centrados no aluno, partir das atividades do aluno. Os conteúdos não são concebidos como fins em si mesmos, mas como instrumentos que servem ao desenvolvimento evolutivo natural. primazia de um método que leve ao descobrimento por parte do aluno ao invés de receber passivamente através do professor. A aprendizagem é um processo construído internamente. A aprendizagem depende do nível de desenvolvimento do sujeito. A aprendizagem é um processo de reorganização cognitiva. Os conflitos cognitivos são importantes para o desenvolvimento da aprendizagem.A interação social favorece a aprendizagem. As experiências de aprendizagem necessitam estruturar-se de modo a privilegiarem a colaboração, a cooperação e intercâmbio de pontos de vista na busca conjunta do conhecimento.
CONCLUSÃO
A partir da teoria piagetiana, entendemos o processo de desenvolvimento cognitivo como uma evolução individual e social, esta se realizando conjuntamente por coordenações intraindividuais e interindividuais. Nas coordenações intraindividuais as coordenações inferenciais são realizadas entre os sistemas do sujeito ou entre um dos subsistemas e o seu sistema total de significação. Nas coordenações interindividuais, as coordenações inferenciais dependem das trocas e regulações recíprocas entre sistemas de significações de sujeitos diferentes.
Enfim, de acordo com a teoria de Piaget, os progressos da inteligência representativa não se devem apenas à linguagem, mas, acima de tudo, à função semiótica como um todo, pois é ela que diferencia o pensamento da ação e conduz à representação.
BIBLIOGRAFIA:

KAMII, Constance. “A criança e o número: implicação educacionalista da teoria de Piaget para a atuação junto a escolares de 4 a 6 anos. Campinas, São Paulo: Papirus, 1991).
MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários a educação do futuro. São Paulo : Cortez, 2000.
OLIVEIRA, M. K. O problema a afetividade em Vigotsky. In: Dela la Taille, Piaget, Vigotsky e Wallon: Teorias psicogenéticas em discussão. São Paulo: Summus, 1992.
PIAGET, Jean. Para onde vai a educação? Rio de Janeiro, Olympio – Unesco, 1973.
PIAGET, J. e GRECO, P. Aprendizagem e conhecimento. São Paulo: Freitas Bastos, 1974.
VYGOTSKY, L.S. Pensamento e linguagem. 2ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 1989.

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