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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

atividades para o Dia da Bandeira

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

atividade consciência e respeito com as diferenças de gênero

DISCIPLINAS: Linguagem oral, Plástica e Linguagem sonora/musical
CONTEÚDOS: contos infantis, cantigas infantis, cores e Consciência Negra.
OBJETIVO GERAL:
Despertar a importância do respeito as diferenças de raças e gênero levando os alunos a conhecer os valores éticos e morais em nossa sociedade.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
Criar estratégias de ensino que levem os alunos à:
- conhecer as cores;
- adquirir a consciência e a importância do respeito com as diversas etnias, cor e sexo;
- interagir com os colegas através de contos infantis e brincadeiras;
- desenvolver a expressão corporal através das cantigas infantis.

METODOLOGIA:
As atividades serão desenvolvidas de forma coletiva e individual com a interação professor e aluno. Algumas atividades serão desenvolvidas em sala e outras no pátio da instituição.

ATIVIDADES DA SEMANA:

1º DIA
1º momento: roda da conversa, conto infantil ( Menina Bonita do Laço de Fita).
2º momento: confecção do painel da menina bonita
-  Veja mais sugestões com o tema Consciência Negra

Atividades desenvolvidas com o tema "Consciência Negra"













Algumas atividades desenvolvidas com a minha turminha Maternal II A/D com o tema "Consciência Negra".
Foram contadas alguns contos infantis e, posteriormente, retratadas por meio de desenhos/ pinturas. (2014).

plano de aula: Influências culturais da África

Objetivos
Conhecer e vivenciar produções culturais brasileiras com influências africanas.

Conteúdos
- Heranças culturais africanas e brasileiras.
- Música, dança e brincadeiras.

Anos
Pré-escola.

Tempo estimado
Dois meses.

Material necessário
Livros, revistas, imagens, material para registro, CDs com músicas africanas e brasileiras, tecidos, instrumentos musicais e mapas.

Desenvolvimento
1ª etapa
Apresente músicas brasileiras de ritmos de origem africana (como o samba e o maracatu) e converse com as crianças sobre elas: já conhecem? Se parecem com algo que já ouviram? Gostam ou não? Por quê? Explique que essas músicas têm origem em um continente chamado África, separado do Brasil pelo oceano Atlântico. Para comparar, escute com o grupo outra música (escolha, agora, uma canção tradicional africana). Questione: ela se parece com a que ouvimos antes? Peça, ainda, que a turma leve livros, fotos e outros registros do continente. Você também deve preparar a mesma pesquisa.

2ª etapa
Explore os materiais trazidos em uma roda de conversa. Foque a discussão nos costumes dos grupos que serão estudados: vestimentas, alimentos, música, dança, brincadeiras etc. Lembre-se de mostrar o globo terrestre para que se aproximem da ideia do que é um continente ou país.

3ª etapa
Forme grupos e sugira que cada um aprofunde a pesquisa em um dos temas levantados. Explique que o objetivo é obter mais informações sobre costumes dos povos africanos e que cada grupo deve mergulhar em um assunto específico, procurando mais informações em livros, internet, vídeos e outras fontes de informação. Peça ainda que reflitam: quais das práticas levantadas também acontecem no Brasil? De que jeito? Como forma de registro, proponha a criação de um painel coletivo para reunir as informações, garantindo que possam ser consultadas por todos sempre que necessário.

4ª etapa
Leve para a sala instrumentos musicais de origem africana, como agogô, caxixi e alfaia e mostre às crianças as maneiras de tocá-los. Apresente também coreografias de danças africanas, como o jongo, para que a turma possa praticar - o uso de DVDs de referência com os principais passos é um bom recurso didático. Lembre-se de que essa etapa, que deve durar alguns dias, exige que você se prepare previamente para conhecer instrumentos e danças.

Avaliação
Para avaliar o aprendizado dos procedimentos de música e dança, observe o desempenho da turma ao longo das atividades, prestando atenção especialmente na evolução, na parte rítmica. Para verificar conteúdos conceituais (como é a África, onde se localiza etc.), avalie a participação da classe nas rodas de conversa e na construção do painel coletivo, procurando perceber se cada criança levanta hipóteses, ouve a contribuição dos outros e registra no mural suas descobertas.
fonte: (http://revistaescola.abril.com.br/educacao-infantil/4-a-6-anos/influencias-culturais-africa-466969.shtml).

Algumas atividades desenvolvidas com o tema Consciência Negra



Atividades desenvolvidas com o tema Consciência Negra com a turma Maternal II em 2010.
Além dessas atividades foram desenvolvidas outras tais como: poesias, músicas, danças, brincadeiras e contos infantis.

Arte e Histórias Africanas


OBJETIVOS:
Trabalhar  o Dia da Consciência Negra com os alunos, valorizando a participação da cultura africana na formação da cultura nacional.


   Em novembro, a temática africana vem à tona com o Dia da Consciência Negra, uma data que promove uma importante reflexão sobre a contribuição do povo africano em diversos setores do nosso país. O estudo da cultura e da história afro-brasileiras nas escolas é obrigatório há sete anos, segundo a Lei nº 10.639/2003. Com os menores, a data pode ser trabalhada na aula de artes e por meio de contação de história. Nossa sugestão é a confecção de uma máscara africana e a leitura do conto "A lenda do tambor africano". Boa leitura e boa aula.

Máscara
Veja como fazer uma máscara com influências africanas e usá-la em brincadeiras e durante a contação de histórias. A proposta é da arte educadora Simone Faure Bellini, do Guia Prático.

Materiais:
pratinho de papelão cortado conforme o molde
tinta guache ou acrílica marrom
pincel
retalhos de EVA preto, vermelho e amarelo, cortados conforme o molde
tesoura e furador
cola quente ou cola branca
barbante desfiado
sisal
elástico



 1. Pinte o pratinho com a tinta marrom.
2. Corte os olhos e a boca.
3. Cole os moldes do rosto, o barbante desfiado e o sisal.
4. Faça dois furos nas laterais e amarre o elástico.

Sugestões retiradas da Revista Guia Prático para Professores de Educação Infantil.
 http://revistaguiainfantil.uol.com.br/professores-atividades/93/artigo191657-1.asp

Plano de Aula: Consciência Negra ontem e hoje




 Busto de Zumbi dos Palmares, símbolo da luta pela liberdade dos escravos africanos, em Brasília. Imagem: Wikimedia Commons

Objetivos
- Discutir a desigualdade racial no nosso país
- Compreender a origem do Dia da Consciência Negra e sua importância hoje
- Analisar a situação atual do negro no Brasil com base em dados do Censo 2010

Conteúdos
- Desigualdade social e racial
- Escravidão e quilombos
Tempo estimado
Duas aulas

Materiais necessários
- Computadores com acesso à internet
- Projetor multimídia para exibir o vídeo sobre Zumbi dos Palmares
- Acesso à biblioteca ou revistas e livros disponíveis para a pesquisa dos alunos

Introdução
A Lei 10.639 de 2003 estabelece que no dia 20 de novembro seja comemorado o Dia da Consciência Negra. A data é feriado em boa parte do Brasil e foi criada para discutir a História dos negros no país, sua cultura e sua colaboração para a nação que temos hoje. Além disso, é também uma oportunidade para lembrar e evidenciar os problemas sociais que ainda afligem essa parcela da população.

Antes de iniciar as aulas, procure se informar sobre o Dia da Consciência Negra na sua cidade e na sua escola. Onde você mora é feriado no dia 20 de novembro? No bairro da escola há algum evento especial? Essas informações são importantes para entender como a sua comunidade aborda as condições do negro na sociedade e como valoriza a cultura afro-brasileira. Assim, você pode preparar uma aula ainda mais direcionada à sua realidade.

Flexibilização
Para alunos com deficiência visual
Qual é a importância da cor para o deficiente visual, já que ele não pode identificá-la? A resposta está nas relações psicossociais associadas às cores. Afinal de contas, as cores têm representações na linguagem, no comportamento e nas culturas. Deste modo, mesmo sem ver, as pessoas constroem imagens de representação.
Partindo desse princípio, antes de iniciar a proposta da sequência didática, você pode discutir com os estudantes a representação das cores. Por exemplo, se alguém está faminto, diz  que está "verde de fome". Ou se sente raiva, "ficou vermelho de raiva" e assim com outros exemplos. Você também pode interpretar o uso das cores na perspectiva de serem chamativas ou apagadas, conforme a situação.

Desenvolvimento
1ª etapa
Comece analisando se os estudantes estão familiarizados com o Dia da Consciência Negra e se já participaram de alguma atividade especial nessa data, em qualquer ano. Para conduzir a discussão, faça perguntas como:

- Por que dia 20 de novembro foi escolhido para comemorar o Dia da Consciência Negra?
- Quem foi Zumbi dos Palmares e porque ele é um símbolo tão importante para o povo negro?
- O que foram os quilombos?


Use o texto abaixo como referência para esclarecer as dúvidas que surgirem durante a conversa:
Como surgiu o Dia da Consciência Negra?
As origens do Dia da Consciência Negra estão relacionadas aos esforços dos movimentos sociais para evidenciar as desigualdades históricas que afligem as populações negra e parda no Brasil. A data é comemorada em 20 de novembro para coincidir com o aniversário da morte de Zumbi dos Palmares (1655-1695), líder do Quilombo dos Palmares, no período colonial brasileiro.

Os quilombos eram agrupamentos populacionais formados por escravos foragidos de fazendas coloniais. Nesses locais, muitas vezes escondidos em meio à mata, os ex-escravos se organizavam para garantir sua subsistência e a reprodução da cultura de seus ancestrais africanos. No entanto, esses lugares eram frequentemente alvo da violência dos senhores de escravos brancos, que procuravam retomar o controle dos seus escravos foragidos.

O Quilombo dos Palmares, localizado no atual estado de Alagoas, é uma das mais famosas comunidades de escravos foragidos da nossa história.  Seu último líder foi Zumbi dos Palmares, nascido no quilombo, mas capturado por colonos portugueses quando ainda era criança.  Seu retorno aconteceu quando o governo da Capitania de Pernambuco negociava com as lideranças quilombolas sua submissão à Coroa Portuguesa. Por não concordar com essa proposta, Zumbi desafiou Ganga Zumba, então líder dos negros. Ganga Zumba acabaria envenenado por um aliado de Zumbi, que se tornou assim o governante da comunidade. No final do século17, o Quilombo foi alvo de diversos ataques de bandeirantes. Acabou sucumbindo aos poder bélico superior das tropas. Nesse período, Zumbi foi caçado e morto. Sua cabeça foi exibida em praça pública para desencorajar os outros escravos.

Desde a década de 70, a data do falecimento de Zumbi tem sido utilizada para relembrar as condições desumanas da escravidão no Brasil e as formas de resistência dos povos escravizados. Mais recentemente, leis estaduais e municipais criaram o feriado no dia 20 de novembro com o objetivo de valorizar a cultura negra e reconhecer a contribuição de ex-escravos e seus descendentes para a história . ( Maiko Rafael Spiess)
Ao final da discussão, para ampliar a compreensão da turma sobre as razões históricas do Dia da Consciência Negra, apresente o vídeo "Zumbi dos Palmares" produzido pela TV Câmara. Com subsídio do vídeo - que traz uma biografia de Zumbi -, você pode provocar a classe a fornecer respostas ainda mais completas sobre a importância de Zumbi como símbolo da consciência negra.

2º etapa Informe à turma que, para aprofundar o assunto e fazer uma conexão do passado com os dias de hoje, você propõe a organização de um painel sobre o tema. Organize os alunos em grupos e peça que façam uma pesquisa sobre um dos tópicos abaixo. A sugestão é que pesquisem na biblioteca da escola, em revistas e livros que você trouxer ou na internet.

1. Aspectos econômicos e sociais da escravidão no Brasil;
2. O  movimento abolicionista;
3. Importância da cultura negra no Brasil atual;
4. Personalidades negras ou mestiças na História do Brasil;
5. Populações descendentes dos quilombos (quilombolas)


Conforme a realidade da sua comunidade, proponha outros temas que julgue interessantes ou adequados. Apenas lembre-se que o objetivo principal é entender tanto as dificuldades históricas impostas pelo período escravagista no Brasil, quanto as contribuições dos povos afrodescendentes para a riqueza cultural do país.

3º etapa
Finalizada a pesquisa, peça que os adolescentes exponham o que encontraram - vale indagar quais elementos mais chamaram a atenção durante a investigação. Registre no quadro as informações mais relevantes, de modo a compor uma síntese. Aproveite que os estudantes estão familiarizados com o assunto para introduzir a análise das consequências da escravidão (e da resistência a ela) no nosso presente. Inicie debatendo as dificuldades impostas aos negros no Brasil. Algumas perguntas possíveis:
- Negros e brancos têm as mesmas oportunidades de educação e trabalho?
- Em geral, negros são mais atingidos por mazelas sociais como pobreza e violência?
- Qual é a relação entre os povos negros e mestiços e o restante da sociedade brasileira?
- Existe racismo no Brasil? É possível apontar situações em que ele ocorre?
- Há relações entre a escravidão e as desigualdades de hoje? Quais? 


Em seguida, encaminhe a discussão para situações que apontam transformações nesse panorama, como a visibilidade do ministro Joaquim Barbosa, o primeiro negro a se tornar presidente do Supremo Tribunal Federal brasileiro, e a recente aprovação das cotas raciais para o ingresso nas universidades públicas - medida defendida pelo movimento negro como uma forma de reparar o desequilíbrio social e histórico em relação ao acesso às oportunidades educacionais no Brasil. Pergunte à turma como essas mudanças se tornaram possíveis. Para se aprofundar na questão, você pode consultar o plano de aula Para entender as cotas nas universidades e o artigo da seção Educação em Debate, Cotas em universidades: um tema polêmico. Ressalte que a importância das lutas dos movimentos sociais para tornar efetiva a adoção desse tipo de medida.
Para complementar a conversa, leia com os estudantes o texto abaixo:
Condições atuais do negro no Brasil
De acordo com o IBGE, no ano de 2010"o Brasil contava com uma população de quase 191 milhões de habitantes, dos quais cerca de 15 milhões se declararam como pretos (7,6% do total) e 82 milhões como pardos (43,1% do total)". Somadas, essas duas parcelas da população representam aproximadamente metade do total dos brasileiros. Ou seja, não é exagero afirmar que metade dos habitantes do Brasil são, em alguma medida, descendentes de etnias africanas e possivelmente de antigos escravos.

No entanto, a necessidade atual de cotas raciais e outras ações afirmativas pode indicar que os melhores empregos, cargos públicos e oportunidades de formação ainda não são distribuídas de forma proporcional entre a população branca e negra. Por exemplo, ainda de acordo com dados do Censo 2010, os brancos dominam o mercado de trabalho qualificado e o acesso ao ensino superior: aproximadamente 31% da população branca frequentava a universidade; para pardos e negros, os percentuais são de apenas 13,4% e 12,8%, respectivamente.

De certa forma, ainda que a escravidão já tenha sido abolida há muito tempo, seus reflexos ainda podem ser percebidos pelas diferenças sociais significativas em um país absolutamente miscigenado. (Maiko Rafael Spiess)
Avaliação
Para a atividade final, peça que os grupos se reúnam mais uma vez e elaborem um texto que aponte as raízes do Dia da Consciência Negra e o que a data representa nos dias de hoje. O texto deve conter a fundamentação histórica para a data e indicar que ela está relacionada à necessidade de valorizar a cultura afro-brasileira e de debater a desigualdade racial no Brasil. Peça, ainda, que a turma comente propostas de outras medidas (como as cotas raciais) para reverter esse quadro. Com este exercício e também levando em conta as discussões feitas em sala, observe se os alunos concluíram a sequência didática com uma compreensão mais clara sobre a condição dos negros em nossa sociedade.

http://revistaescola.abril.com.br/ensino-medio/plano-de-aula-sociologia-consciencia-negra-720953.shtml 

Projeto didático "Consciência Negra"

PROJETO DIDÁTICO


INSTITUIÇÃO:
MUNICÍPIO :
ESTADO:
TEMA DO PROJETO: Trabalhando o Respeito e a Valorização das Relações Étnico-Racial na Educação Infantil de Forma Lúdica 
TEMPO DE EXECUÇÃO: 
TURMAS ENVOLVIDAS: Berçário I, Berçário II, Maternal I (A e B)  e Maternal II
TURNO: vespertino
PROFESSORAS: Claudia, …….
DIREÇÃO:
COORDENAÇÃO:  
ÁREAS DE CONHECIMENTO:Linguagem Oral/Escrita, Matemática, Natureza/Sociedade, Arte, Musicalidade e Identidade/Autonomia..   
   
JUSTIFICATIVA

O presente projeto, intitulado “ Trabalhando o Respeito e a Valorização das Relações Étnico-Racial na Educação Infantil de Forma Lúdica”, visa conscientizar e destacar as principais contribuições dos povos negros na formação da identidade cultural do povo brasileiro.  A escola infantil deve preparar as crianças desde cedo para adquirirem uma consciência crítica  com atitudes positivas de respeito e valorização étnico-racial.
Busca-se com este  projeto levar em consideração a Lei nº 10.639/03, que altera a LDB ( Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) e estabelece a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana no cuurículo escolar na Educação Básica e o disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente ( Lei 8.096, de 13 de junho de 1990), bem como no Plano Nacional de Educação ( Lei 10.172, de 9 de janeiro de 2001).
A escola é formada por diversos grupos étnico-racial.  Assim sendo, as instituições de ensino devem desempenhar o papel de educar, se constituindo em espaço democrático de produção e divulgação de conhecimento e de posturas que visam uma sociedade mais justa.
A escola tem o papel preponderante na eliminação das discriminações e na emancipação dos grupos discriminados ao proporcionar acesso aos conhecimentos científicos, aos registros culturais diferenciados, à conquista da racionalidade que rege as relações sociais e raciais e aos conhecimentos avançados, indispensáveis para a consolidação e o concerto das nações como espaços democráticos e igualitários.
É preciso educar as crianças para a quebra de preconceitos, promovendo a inclusão social das etnias para uma convivência saudável no espaço em que estão  inseridas.
Portanto, a educação das relações étnico-raciais impõe aprendizagens entre brancos e negros, trocas de conhecimentos, quebra de desconfianças, projeto conjunto para construção de uma sociedade mais justa, igual e equânime.

CONTEÚDOS:
Linguagem Oral : diálogo, histórias infantis e cantigas infantis .
Linguagem escrita: desenhos e garatujas.
Linguagem Sonora Musical: expressão corporal, relações sócio-afetivas e faz de conta.
Linguagem Plástica: garatujas simples, modelagem, picotagem e pintura.
Espaço: conceito de posição ( longe/perto lado/atrás, frente/costas)
Classificação: gênero, formas e cores.
Ser Humano: características físicas do ser humano e suas relações na vida atual.

OBJETIVO GERAL
Desenvolver a consciência nos alunos (as) do respeito e da valorização dos povos  negros, da cultura africana e afro-brasileira na sociedade, destacando a importância dos mesmos na construção da identidade do povo brasileiro.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

Criar estratégias de ensino que leve o aluno à:

- despertar e adquirir a conciência do respeito da identidade dos  povos africanos;
- conhecer e  repeitar a cultura afro-brasileira;
- reconhecer som afro;
- conhecer contos e lendas africanas;
- conviver com as diferenças étnico-raciais de forma respeitosa através do diálogo;
- desenvolver a linguagem oral através de cantigas de origem africana;
- levantar suas hipóteses em relação aos principais personagens dos contos infantis relacionados com este tema;
- desenvolver a coordenação motora grossa e fina;
- conhecer e revisar as cores;
- conhecer os conceitos longe/perto, lado/atrás, frente/costas através de desenhos relacionados com este tema;
- identificar o gênero masculino e feminino respeitando as diferenças físicas de cada um;

DESENVOLVIMENTO:

O desenvolvimento do projeto será em consonância com os conteúdos propostos e será feito através de atividades coletivas e individuais com os alunos, e com a interação professor e aluno. Algumas atividades serão sistematizadas e  realizadas em sala de aula e outras extra-classe. Este projeto será acompanhado pela direção e coordenação pedagógica da instituição.
Será elaborado o planejamento semanal  de ensino para a execução das atividades propostas neste projeto.

ATIVIDADES PROPOSTAS:
Berçário I e Berçário II

-Teatro com fantoche;
- cantigas de origem africana;
- sons africanos;
- DVD infantil relacionado com o tema;
- Brincadeiras com brinquedos de origem africana.
- Pinturas;
- contos infantis- diversidade.

Maternal I e Maternal II
- Contos infantis ( Menina Bonita do Laço de Fita, Autora: Ana Maria Machado), (O Cabelo de Lelê  Autora: Valéria Belém), (A linda garota de Angola Autora: Ana Gizélia Vieira), (O ratinho branco e o grilo sem asas Autora: Maria Amanda Capelão) entre outros.        
-   Cantigas infantil ( escravos de jó,  roda pião, boi da cara preta etc.);
- painel diversidade ( com fotos dos alunos)  e do conto “ Menina Bonita do Laço de Fita;
- DVD infantil relacionado com o tema;
-  Culinária afro-brasileira;
- Desenhos para colorir- diversidade
-  Pinturas;
- Teatro com fantoche ( Menina Bonita do Laço de Fita);
-  Poesias ilustradas- diversidade;
-   Brincadeiras afro-brasileira ( pião,
- Leitura de imagens de animais africanos, figurino africano etc.
- Trava línguas.
- Apresentação de dança ( Nêga Maluca).

RECURSOS DIDÁTICOS:
Sulfite, cartolina, papel manilha, fita larga, cola quente, macarrão, EVA, tinta guache, lápis de cor, giz de cera, pincel atômico, CDs, aparelho de som, máquina fotográfica digital, televisão, DVD, livros de contos infantis, jogos pedagógicos, crepom etc.  

CULMINÂNCIA

Será feita uma amostra  das atividades realizadas pelas turmas envolvidas neste projeto no pátio da instituição para as demais turmas de alunos e pais visualizarem.  
Ainda, poderão ser realizadas apresentações artísticas ( danças, músicas e teatro)  pelas turmas envolvidas no projeto.

AVALIAÇÃO:
A avaliação será feita através de registro por parte dos professores das turmas acima, através da observação e do desenvolvimento da aprendizagem dos alunos frente as atividades propostas durante a realização deste projeto. 
O relatório final da avaliação da aprendizagem será entregue para a Coordenação Geral da Educação Infantil deste município, e outra cópia para a Coordenação Pedagógica desta instituição.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

Diretrizes Curriculares pa a Educação das Relações Étnico-Raciais  e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, Brasília, MEC, outubro, 2005. 
Veja mais atividades com o tema Consciência Negra no link abaixo:
http://revistaescola.abril.com.br/educacao-infantil/4-a-6-anos/diversidade-sempre-427144.shtml

consciência negra


Arte e história africana

Veja sugestões de atividades para o Dia da Consciência Negra

Robson A. Santos*

Objetivos: Trabalhar o Dia da Consciência Negra com os alunos, valorizando a participação da cultura africana na formação da cultura nacional

 

Em novembro, a temática africana vem à tona com o Dia da Consciência Negra, uma data que promove uma importante reflexão sobre a contribuição do povo africano em diversos setores do nosso país. O estudo da cultura e da história afro-brasileiras nas escolas é obrigatório há sete anos, segundo a Lei nº 10.639/2003. Com os menores, a data pode ser trabalhada na aula de artes e por meio de contação de história. Nossa sugestão é a confecção de uma máscara africana e a leitura do conto "A lenda do tambor africano". Boa leitura e boa aula.




 



A lenda do tambor africano
Reconto de Robson A. Santos
Dizem lá na Guiné-Bissau que a primeira viagem à Lua foi feita por um macaquinho de nariz branco que queria trazê-la para a Terra.
Vários macacos haviam tentado, mas nenhum conseguia alcançar a Lua. Certo dia, um deles teve a ideia de formar uma grande torre, em que um macaquinho escalaria o outro. E assim fizeram. Um foi montando nas costas do outro até conseguirem chegar à Lua. Mas, quando finalmente chegaram lá, a pilha de macacos se desequilibrou e desmoronou. O último macaquinho, porém, ficou pendurado na Lua, com medo de cair. Com pena, a Lua deu-lhe a mão para que ele subisse até ela.
Eles rapidamente se entrosaram, e um gostou muito do outro. Assim, o macaco de nariz branco ficou morando com a Lua, até que começou a sentir saudade de casa. Então, ele foi até ela e pediu para voltar ao seu país. A Lua permitiu, e deu-lhe de presente um tamborzinho. Ela amarrou o macaco e o presnte em uma corda, por onde desceriam até chegar ao solo. Mas a Lua lhe fez um pedido: que ele tocasse o tamborzinho bem forte quando chegasse na Terra, para que ela, então, cortasse a corda. Mas ele só deveria tocar o instrumento quando estivesse seguro. Porém, ao começar a descer, o macaquinho, curioso, não resistiu e começou a tocar o tambor.
Pensando que o macaco já havia chegado, a Lua cortou a corda. O macaquinho despencou, se esborrachando no chão. Machucado, chamou uma moça que por ali passava e entregou-lhe o tamborzinho, pedindo que o entregasse aos homens de seu país. A moça o fez, e foi assim que, na África, começaram- -se a ouvir os primeiros toques do tambor.

*Robson A. Santos é mestre em Educação, Arte e História da Cultura, educador brincante, pedagogo, folclorista, escritor e contador de histórias.
Contato: professorrobson@uol.com.br

 Sugestões retiradas da Revista Guia Prático para Professores de Educação Infantil
http://revistaguiainfantil.uol.com.br/professores-atividades/93/artigo191657-1.asp

Diversidade sempre, desde a Educação Infantil

Valorizar diferentes raças e gêneros e pessoas com deficiência é trabalho para todo dia. Materiais adequados são um bom aliado nessa tarefa
Preconceitos, rótulos, discriminação. É inevitável: desde muito cedo, os pequenos entram em contato com esses discursos negativos. Para que eles saibam lidar com a diferença com sensibilidade e equilíbrio, é preciso que tenham familiaridade com a diversidade - e não apenas em projetos com duração definida ou em datas comemorativas, como ainda é habitual em vários lugares. Outra recomendação importante é que a questão não seja tratada como um conteúdo específico (o que invalida propostas do tipo "bom, turminha, agora vamos todos entender por que é importante respeitar as diferenças").

Melhor que isso é abordar o tema de jeito natural, inserindo-o em práticas diárias, como brincadeiras, leitura e música (leia projeto institucional). "O convívio cotidiano é a forma mais eficaz de trabalhar comportamentos e atitudes", diz Daniela Alonso, psicopedagoga e selecionadora do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10. 
Para conseguir isso, uma providência essencial é adquirir materiais didáticos que valorizem as diferentes raças, pessoas com deficiências físicas e mental e mostrem meninos e meninas em posição de igualdade. Ao comprar instrumentos musicais, contemple os de diversas culturas.
No caso de brinquedos como bonecas, já existem lojas que se preocupam especialmente em privilegiar a diversidade. A compra de livros pode ser mais difícil: uma pesquisa da Fundação Carlos Chagas que analisou 33 obras de Língua Portuguesa só encontrou duas meninas não brancas nas ilustrações.
Entretanto, a busca criteriosa e a leitura prévia costumam resolver o problema. Se a turma já estiver em fase de alfabetização, o Guia Nacional de Livros Didáticos, do Ministério da Educação, é a melhor referência - ele garante que as obras recomendadas não contêm situações de discriminação.
Não se pode esquecer que os pequenos aprendem com o exemplo dos adultos. Pensando nisso, a direção da EMEI Aricanduva, em São Paulo, capacitou a equipe para lidar com a diversidade. Antes, só algumas professoras trabalhavam a questão, por meio de projetos específicos. Hoje a diversidade é contemplada em todo o currículo. "Um resultado prático é que, agora, crianças negras que se retratavam como brancas nos desenhos passaram a usar lápis marrom e preto", comemora a coordenadora Cleide Andrade Silva.
Reportagem sugerida pela leitora TUSSARA TEREZA GONÇALVES LUCAS, Belo Horizonte, MG

A história da África em sala

Duas leis federais determinam o ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena. Veja como trabalhar esses conteúdos em aula
Até bem pouco tempo atrás, o Brasil, conhecido internacionalmente por sua diversidade cultural e pela mistura de raças que formam o seu povo, não tinha as diferentes etnias representadas nos currículos escolares do País. A situação mudou com duas leis, sancionadas nos anos de 2003 e 2008, que tornaram obrigatório no Ensino Fundamental e Médio o estudo da História e Cultura afro-brasileira e indígena.
O que dizem as leis

A lei mais antiga 10.639/2003 não previa o ensino da cultura Indígena nas escolas brasileiras. O texto estabelece que o conteúdo programático inclua diversos aspectos da história e da cultura dos povos que formaram a população brasileira. "As políticas e programas que começaram a ser praticados desde então são fundamentais para valorizar a diversidade dentro das escolas e para incentivar mudanças nas práticas pedagógicas", afirma Viviane Fernandes Faria, Diretora de Políticas para Educação do Campo e Diversidade do Ministério da Educação (MEC).

Aspectos como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional foram incorporados aos currículos depois da aprovação da Lei 11.645. "Por meio do resgate da contribuição de negros e índios nas áreas social, econômica e política da história do Brasil, os professores podem desenvolver ações voltadas para a construção de uma escola multirracial", diz Sobrinho.
A proposta do MEC é incluir no currículo temáticas que façam os alunos refletir sobre a democracia racial e a formação cultural brasileira. "Só assim será possível romper com teorias racistas e diminuir o preconceito", afirma Juliano Custódio Sobrinho, professor de História da Universidade Nove de Julho, em São Paulo. "Os educadores têm um papel fundamental nesse processo, o de mostrar aos alunos que todas as raças presentes no Brasil têm e tiveram importâncias iguais na formação da cultura brasileira", diz.

Educação Infantil
O essencial: Apresentar a diversidade
Durante o período em que frequentam a creche ou a pré-escola, as crianças estão construindo suas identidades. Por isso, desde os primeiros anos de escolaridade, os alunos já precisam entender que são diferentes uns dos outros e que essa diversidade decorre de uma ideia de complementaridade. "É função do educador ajudar as crianças a lidar com elas mesmas e fortalecer a formação de suas próprias identidades", explica Clélia Cortez, Coordenadora do Programa Formar em Rede do Instituto Avisa Lá e selecionadora do Prêmio Victor Civita. "Ele deve atuar como um verdadeiro agente de promoção da diversidade", diz.

Para que isso aconteça, a creche precisa ser transformada em um ambiente de aprendizagem da diversidade étnico-racial, que estimule os pequenos a buscar suas próprias histórias e a conhecer as origens dos colegas. "Estimular a participação das crianças em atividades que envolvam brincadeiras, jogos e canções que remetam às tradições culturais de suas comunidades e de outros grupos são boas estratégias", diz Clélia. Segundo a educadora, a organização os espaços também deve valorizar a diversidade. Ações simples como pendurar imagens de personagens negros nas paredes, adquirir alguns livros com personagens de origens africanas, ter bonecos negros na brinquedoteca e passar filmes infantis com personagens negros para as crianças podem ajudar na formação de cidadãos mais conscientes e agentes no combate ao preconceito.
Do 1º ao 5º ano
O essencial: valorizar as culturas indígena e africana
No Ensino Fundamental 1, os professores já podem levar para a sala de aula algumas noções do que vem a ser a cultura afro-brasileira, com base na realidade dos alunos. É o momento de falar sobre a colonização portuguesa no país e traçar um paralelo com a realidade social dos negros hoje. "Se o aluno entender o processo histórico que desencadeou a desigualdade entre negros e brancos, ele não vai reforçar preconceitos", diz Sobrinho.

Propor projetos e atividades permanentes que valorizem as culturas indígena e africana - como apresentações teatrais de histórias da literatura africana ou lendas indígenas -; trabalhar os elementos de ritmos como o samba e o maracatu nas aulas de Música; ou explorar alguns elementos da capoeira nas aulas de Educação Física são boas formas de abordar os conteúdos no decorrer do ano. "Apesar da inclusão do ensino da cultura afro-brasileira e indígena ter sido imposta por uma legislação, não é preciso forçar a barra para incluí-los nas aulas", explica Sobrinho. "Esses elementos sempre fizeram parte da cultura brasileira e não podem ser ensinados como se fossem conteúdos à parte, descontextualizado da realidade do nosso país", afirma ele.

Do 6º ao 9º ano
O essencial: discutir o preconceito
O Ensino Fundamental 2 é o período ideal para o professor explicar aos alunos que o Brasil foi um país escravocrata e que a abolição da escravidão não veio acompanhada de um processo de inclusão dos negros na sociedade brasileira. "No Brasil, a escravidão foi abolida em 1888, porém, mantivemos o estigma da cor", afirma Sobrinho. Por isso, promover debates sobre as causas do preconceito contra os negros é fundamental, bem como ensinar os alunos a buscar respostas no processo histórico brasileiro. "Os estudantes precisam conhecer os motivos pelos quais os negros ainda lutam pela igualdade de direitos e oportunidades", diz Sobrinho.

Nas aulas de Ciências, os professores podem trabalhar as teorias raciais do século 19, que queriam acabar com a miscigenação e pregavam a necessidade do branqueamento da população. "A ideia errônea da existência de uma ‘raça pura’ permitiu a legitimação do preconceito com relação à diversidade de raças e a crença em uma suposta superioridade da raça branca", diz Sobrinho.

Ensino Médio
O essencial: debater o preconceito de raça
Nesta etapa os professores de Sociologia podem trabalhar o próprio conceito de "raça", sempre com o objetivo de discutir a valorização das diferentes manifestações culturais com base nas representações do outro. A existência de cotas raciais nas universidades públicas e os motivos pelos quais elas se fazem necessárias no Brasil também podem gerar debates interessantes com a turma. É uma boa oportunidade para esclarecer aos estudantes que as cotas, por exemplo, fazem parte de um longo plano de ações que visa incluir os negros dignamente na sociedade.
Muito mais do que leis que incentivem o combate ao preconceito racial, é fundamental que as mudanças da forma de ensinar a História e a Cultura afro-brasileira e indígena partam do engajamento, do aprendizado e do comprometimento pessoal dos educadores, professores e gestores escolares, que devem estar preocupados em construir uma política educacional igualitária, que prepare crianças e jovens para valorizar a diversidade e construir uma sociedade em que a democracia racial, de fato, se torne uma realidade.

Atividade: Consciência Negra



Tema: Consciência Negra

ATIVIDADE PERMANENTE

Não ao preconceito

Objetivos
- Estimular o respeito à diversidade.
- Formar cidadãos preocupados com a coletividade.

Tempo estimado
O ano todo.

Materiais necessários
Retalhos de tecidos de diversas cores e estampas, linha, agulha, botões, papel, lápis de cor e giz de cera.

Desenvolvimento
Atividade 1
Reúna a turma em círculo para ouvir você ler histórias que tratem da diversidade e valorizem o respeito à diferença. Peça que todos comentem. A roda de conversa pode ser aproveitada para debater eventuais conflitos gerados por preconceitos.

Atividade 2
Convide os pais para fazer, junto com os filhos, uma oficina de bonecos negros. Ofereça o material necessário.
Depois de prontos, deixe-os à disposição na sala para as brincadeiras ou organize um revezamento para que as crianças possam levá-los para casa.
Os pequenos criam laços com esses objetos e se reconhecem neles.

Atividade 3
Um dos problemas enfrentados pelas crianças negras é relacionado aos cabelos. Não é difícil ouvir algumas falando que gostariam de tê-los lisos.
Mexer nos cabelos e trocar carinho é uma forma de cuidar delas, romper possíveis barreiras de preconceitos e aprender que não existe cabelo ruim, só estilos diferentes. Sugira que a turma desenhe em uma folha os diferentes tipos de cabelos (textura, cor etc.) que existem.

Atividade 4
Peça pesquisas sobre a história de alimentos e músicas de diversas origens. Planeje momentos de degustação e de escuta. As aulas de culinária são momentos ricos para enfocar heranças culturais dos vários grupos que compõem a sociedade brasileira. Conhecer músicas em diferentes línguas é um bom caminho para estimular o respeito pelos diversos grupos humanos. Isso se aplica a todas as formas de arte.

Avaliação
Observe em brincadeiras e falas se as crianças aceitam bem a diversidade e se todos valorizam suas origens e a auto-imagem.

 Lucimar Rosa Dias
Do Ministério da Educação.
Waldete Tristão Farias Oliveira
Formadora de professores, de São Paulo.
Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/educacao-infantil/4-a-6-anos/nao-ao-preconceito-428197.shtml.

Veja outras atividades com o tema Consciência Negra

atividade em sala de aula: consciência negra


 Esta atividade foi realizada pelos meus alunos do Maternal II. 
No primeiro momento foi contada a historinha da Menina Bonita do Laço de Fita para os alunos.
No segundo momento após os alunos levantarem as suas hipóteses em relação ao conto, os mesmos realizaram esta atividade de colagem do cabelo da "Menina Bonita do Laço de Fita" no sulfite.
Utilizou-se lã preta.

Dia 20 de novembro "Dia Nacional da Consciência Negra"



A data - transformada em Dia Nacional da Consciência Negra pelo Movimento Negro Unificado em 1978 - não foi escolhida ao acaso, e sim como homenagem a Zumbi, líder máximo do Quilombo de Palmares e símbolo da resistência negra, assassinado em 20 de novembro de 1695.

O Quilombo dos Palmares foi fundado no ano de 1597, por cerca de 40 escravos foragidos de um engenho situado em terras pernambucanas. Em pouco tempo, a organização dos fundadores fez com que o quilombo se tornasse uma verdadeira cidade. Os negros que escapavam da lida e dos ferros não pensavam duas vezes: o destino era o tal quilombo cheio de palmeiras.

Com a chegada de mais e mais pessoas, inclusive índios e brancos foragidos, formaram-se os mocambos, que funcionavam como vilas. O mocambo do macaco, localizado na Serra da Barriga, era a sede administrativa do povo quilombola. Um negro chamado Ganga Zumba foi o primeiro rei do Quilombo dos Palmares.

Alguns anos após a sua fundação,o Quilombo dos Palmares foi invadido por uma expedição bandeirante. Muitos habitantes, inclusive crianças, foram degolados. Um recém-nascido foi levado pelos invasores e entregue como presente a Antônio Melo, um padre da vila de Recife.

O menino, batizado pelo padre com o nome de Francisco, foi criado e educado pelo religioso, que lhe ensinou a ler e escrever, além de lhe dar noções de latim, e o iniciar no estudo da Bíblia. Aos 12 anos o menino era coroinha. Entretanto, a população local não aprovava a atitude do pároco, que criava o negrinho como filho, e não como servo.

Apesar do carinho que sentia pelo seu pai adotivo, Francisco não se conformava em ser tratado de forma diferente por causa de sua cor. E sofria muito vendo seus irmãos de raça sendo humilhados e mortos nos engenhos e praças públicas. Por isso, quando completou 15 anos, o franzino Francisco fugiu e foi em busca do seu lugar de origem, o Quilombo dos Palmares.

Após caminhar cerca de 132 quilômetros, o garoto chegou à Serra da Barriga. Como era de costume nos quilombos, recebeu uma família e um novo nome. Agora, Francisco era Zumbi. Com os conhecimentos repassados pelo padre, Zumbi logo superou seus irmãos em inteligência e coragem. Aos 17 anos tornou-se general de armas do quilombo, uma espécie de ministro de guerra nos dias de hoje.

Com a queda do rei Ganga Zumba, morto após acreditar num pacto de paz com os senhores de engenho, Zumbi assumiu o posto de rei e levou a luta pela liberdade até o final de seus dias. Com o extermínio do Quilombo dos Palmares pela expedição comandada pelo bandeirante Domingos Jorge Velho, em 1694, Zumbi fugiu junto a outros sobreviventes do massacre para a Serra de Dois Irmãos, então terra de Pernambuco.

Contudo, em 20 de novembro de 1695 Zumbi foi traído por um de seus principais comandantes, Antônio Soares, que trocou sua liberdade pela revelação do esconderijo. Zumbi foi então torturado e capturado. Jorge Velho matou o rei Zumbi e o decapitou, levando sua cabeça até a praça do Carmo, na cidade de Recife, onde ficou exposta por anos seguidos até sua completa decomposição.

“Deus da Guerra”, “Fantasma Imortal” ou “Morto Vivo”. Seja qual for a tradução correta do nome Zumbi, o seu significado para a história do Brasil e para o movimento negro é praticamente unânime: Zumbi dos Palmares é o maior ícone da resistência negra ao escravismo e de sua luta por liberdade. Os anos foram passando, mas o sonho de Zumbi permanece e sua história é contada com orgulho pelos habitantes da região onde o negro-rei pregou a liberdade.

Segundo o IBGE, no Brasil os negros são correspondentes a 5% da população. Os chamados "pardos", no entanto, que são mestiços de negros com europeus ou índios, chegam a um número próximo da metade da população.

Entre a população negra jovem (especificamente no segmento de 15 a 17 anos), 36,3% cursaram ou cursam o ensino médio; entre os brancos, a parcela é de 60%. Entre aqueles que têm até 24 anos, 57,2% dos brancos haviam atingido o ensino superior, contra apenas 18,4% dos negros.

O rendimento médio da população branca no Brasil é de R$ 812,00; já a dos negros é de R$ 409,00. Entre a parcela de 1% dos mais ricos do país, 86% são brancos.

Fontes: Dpnet.com.br
O Dia On-Line
Feranet21.com.br

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